Autor do livro traça roteiro quente para paquera em SP
Ingrid Calderoni - 22/06/2007 10:59
Se você é como Gerard, um jovem profissional bem-sucedido, no auge da sua energia sexual e ferido no seu orgulho de macho - as mulheres te consideram um suculento naco de carne pronto para ser devorado -, saiba que sua existência de "novo-homem rendido" tem solução (milagrosa, como naqueles anúncios Polishop!).
E quem a propõe é o jornalista Ubiratan Muarrek (foto), 41, autor do recém-lançado "A Corrida do Membro", publicado pela Editora Objetiva. Nascido em Tupã, interior de São Paulo, Ubiratan é formado em Direito pela USP, com mestrado em Mídia e Comunicação na London School of Economics, na Inglaterra. Como jornalista, trabalhou na Folha de S. Paulo, no Jornal da Tarde e na BBC.
"Corrida do Membro" é seu primeiro livro de ficção. Nele, Ubiratan lança um olhar impiedoso sobre as relações afetivas contemporâneas, seguindo os passos (e tropeços) do macho Gerard pela trilha de programas supostamente promissores que sempre acabam em roubadas homéricas.
Para se dar bem na hora da paquera, o jornalista dá as dicas dos points gastronômicos mais quentes de Sampa. E para as mulheres que estão em busca do "homem-evoluído", Ubiratan Muarrek também dá uma canja.
SR: Desde o título do livro você diz que as mulheres estão por cima, e nessa posição, elas é quem comandam a iniciativa da paquera. Em quais restaurantes/bares elas dominam a cena?
Ubiratan Muarrek: Acho que em todos. As mulheres liberadas estão por todos os cantos - nos que eu freqüento, pelo menos, seguramente. As mulheres dominam a noite de São Paulo.
SR: Quais os lugares que você recomenda aos homens que não querem sofrer assédio dessa nova mulher?
Ubiratan Muarrek: Talvez em algum convento de carmelitas...(risos). É brincadeira. Mas que homem não quer sofrer assédio? Talvez lugares gays, como o Ritz, na Alameda Franca!
SR: Ainda existem lugares em São Paulo onde as mulheres buscam o homem do tipo Gerard?
Ubiratan Muarrek: Elas sempre buscam homens tranqüilos e determinados. Um bom lugar para achar caras assim é o bar Balcão, na Melo Alves. E em alguns bares da Vila Madalena, como o Filial e o Astor – que são lugares basicamente heterossexuais.
SR: E os que desejam sofrer este assédio, onde devem ir?
Ubiratan Muarrek: A locais mais animados, como a Pacha e a Disco. Esses lugares fervilham de "Lucianas" como as do meu livro.
SR: No primeiro capítulo do livro você descreve o "jantarzinho". Quais são os restaurantes bons para o "jantarzinho"?
Ubiratan Muarrek: Qualquer restaurante mais caretinha, onde o papo não seja muito animado e que reúna o povo da grana... os Jardins e o Itaim estão cheios desses lugares: Gero, Parigi, Alucci Alucci, etc. Mas prepare o bolso para o ataque.
SR: Aproveitando a pergunta, quais são os melhores restaurantes para fugir dos "jantarzinhos"?
Ubiratan Muarrek: Acho que os que têm ar mais descontraído, onde as pessoas podem ser mais elas mesmas: o Pasquale e o Lika, na Liberdade, são bons exemplos.
SR: E antes de voltar para casa, quais lugares você recomenda para o fim da noite?
Ubiratan Muarrek: O McDonalds da Henrique Schaumann. Tem um ótimo capuccino, pão-de-queijo quentinho e umas gatinhas bacaninhas no fim da balada.
SR: Às mulheres que comandam a busca pelo chamado "homem-evoluído", em quais bares e restaurantes de São Paulo elas podem encontrá-los?
Ubiratan Muarrek: Bom, o "homem-evoluído" não existe. Os homens são, basicamente, todos iguais. Mas eu acho que os caras mais interessantes estão nos cafés. O Suplicy, na Lorena, e o Starbucks, no shopping Higienópolis, são bons exemplos.
SR: Existe algum ambiente específico que essa nova mulher prefere? Aqui em São Paulo, quais lugares se encaixam nesse perfil?
Ubiratan Muarrek: Acho que o La Casserole, no centro, é ideal para se levar o que podemos ter como uma nova mulher – pelo menos nos sonhos.
SR: Qual a razão do surgimento dessa nova mulher? Elas são encontradas durante o dia também? Qual seu perfil e quais lugares devem ser freqüentados na hora do almoço para encontrá-las?
Ubiratan Muarrek: Supondo que exista uma nova mulher, imagino que ela esteja nesse restaurantes de sanduíche e salada. Mulher, como sabemos, é movida a saladinha. O Maní e a Braverie, na Joaquim Antunes, estão cheios delas.
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